quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Conexões de amor e gentileza

Os problemas geralmente aumentam quando o elemento espiritual não está presente num relacionamento. Jampolsky afirmou: "Quando nos sentimos separados do nosso ser espiritual, o que acontece é que nos sentimos temerosos de ser atacados. Começamos a ouvir a voz do ego, algo que geralmente fabricamos e que se comporta com medo". Abrindo mão dos pensamentos negativos e nos libertando do medo, melhoramos o modo como lidamos com os indivíduos e cada área da vida. Se o relacionamento for verdadeiramente de coação, diz Jampolsky, o casal decidirá juntos ser gentil e agradável com todas as pessoas: "Não é que você tenha um amor exclusivo; você o tem apenas para demonstrar que é o tipo de amor que se pode ter com todos". 

Demonstrar paz, gentileza, amor e ternura na vida diária significa ter uma conexão amorosa apenas com a outra pessoa, mas também como nós mesmos; significa nos entregarmos a Deus e vê-Lo em todos os nossos relacionamentos. Um dos maiores dons que se pode dar é ajudar os outros a se sentirem belos, amáveis, capazes e dignos. 

Recentemente aconteceu algo que me lembrou que é sempre preciso me esforçar para estabelecer relacionamentos amorosos. Estava conversando ao telefone com um amigo próximo. Geralmente ele é terno e gentil, e demonstra isso no seu modo de falar e de ser. Nesse dia, porém, foi diferente; ele parecia distante, frio e áspero. Estava frustrado com o trabalho, lutando contra um resfriado e queria esclarecer alguns planos que estávamos fazendo para uma celebração especial. Em vez de responder com amor, reagi dizendo: "Bem, não há necessidade de você ser mesquinho e áspero; talvez devêssemos falar sobre isso num outro momento, quando você estiver se sentindo melhor". Claro que isso apenas o deixou ainda mais chateado e distante. Ele se tornou mais hostil, e eu estava pronta para desistir de tudo. Tentar ver a divindade nesse homem era a última coisa que se passava em minha mente. Desligamos o telefone dizendo que tudo estava bem, muito embora nenhum de nós pensasse isso. 

Passei o dia inteiro pensando a respeito daquela conversa ao telefone. Compreendi que eu estava muito apegada ao modo como esperava que meu amigo fosse. Eu não queria reconhecer que qualquer um pode ter um dia ruim. Não precisava considerar sua atitude um ataque pessoal. Em vez disso, poderia decidir oferecer amor, compreensão e paciência. 

Passado um dia inteiro, finalmente reuni coragem suficiente para pedir desculpas pelo meu comportamento. Disse que tentaria ser mais compreensiva e não daria tanta importância ás suas mudanças de humor ou distanciamentos. Ele reconheceu que não deveria lançar sobre mim suas frustrações com o trabalho, e, porque gostava de mim e sabia o quanto eu estimava a ternura e a amabilidade nas outras pessoas, iria trabalhar seu comportamento e suas atitudes. Através da comunicação e da vontade de resolver o conflito, conseguimos nos aproximar mais em espírito.

Gosto de pensar que as cordas da harpa de Deus unem todos os corações. Quando decidimos nos distanciar dos outros, algumas dessas cordas se partem, e a música que ouvimos se desarmoniza. Quando decidimos ver o divino em todos e responder de maneira amorosa, não importando a maneira como tratam, então criamos uma música bela. Deus escreve as canções; tudo que temos que fazer é permanecer juntos e tocar as notas. Deixemos que a música celestial ressoe em todos os relacionamentos que tivemos. 

Pessoalmente, tenho uma lista de metas para criar relacionamentos mais harmoniosos:


  • Não participar de jogos de azar.
  • Não fingir.
  • Não ter expectativas.
  • Não reagir defensivamente.
  • Ter respeito por si mesmo.
  • Ter respeito pelos outros. 
  • Ter uma percepção constante de que sou filha de Deus e de que todos também são. 
Escolha viver pacificamente e permita que Deus seja seu relacionamento primário. Dessa forma, você trará o divino para todos os seus relacionamentos. 

Lembre-se


  • A essência do nosso ser é amor.
  • Saúde é paz anterior. Cura é abrir mão do medo.
  • Dar e receber são a mesma coisa. 
  • Podemos abrir mão do passado e do futuro.
  • O agora é o único tempo que existe, e cada instante é para se doar. 
  • Podemos aprender e amar a nós mesmos e aos outros perdoando em vez de julgar.
  • Podemos descobrir amor e não defeitos.
  • Podemos escolher ser pacientes, independentemente do que esteja acontecendo no exterior.
  • Somos alunos e professores uns dos outros. 
  • Podemos focar o todo da vida em vez dos fragmentos. 
  • Uma vez que o amor é eterno, a morte não precisa ser vista como algo a ser temido.
  • Podemos sempre perceber os outros como instrumentos para a ampliação do nosso amor. 

Referência Bibliográfica

Susan Smith Jones é PhD, escritora e palestrante norte-americana. 



    

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